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14/11/2012

TAMIFLU

Revista médica cobra mais informações sobre a droga


Uma importante revista médica britânica exigiu que a farmacêutica Roche liberasse todas as informações referentes à droga Tamiflu, alegando que não há evidência de que o remédio possa, de fato, interromper a atuação do vírus influenza, causador da gripe.

A droga --que foi amplamente utilizada em 2009 durante a pandemia da gripe H1N1-- tem sido estocada por dezenas de países para o caso de uma grande disseminação do vírus.

Hoje, um dos pesquisadores ligados à revista "British Medical Journal" (BMJ), especializada na área da medicina e saúde, pediu para que os governantes dos países europeus processassem a Roche.

"Sugiro que boicotem os produtos da Roche até que publiquem os dados que faltam do Tamiflu", escreveu Peter Gotzsche, diretor do Nordic Cochrane Centre, de Compenhague, na Dinamarca. Ele afirmou que os governantes deveriam tomar medidas legais contra a empresa para recuperar o dinheiro "desnecessariamente" investido no estoque do Tamiflu.

Em 2011, a droga foi incluida pela OMS (Organização Mundial da Saúde) na lista de "medicamentos essenciais" --utilizada para sugerir e incentivar governos a comprar determinados medicamentos.

O Tamiflu é utilizado no tratamento de gripes sazonais e novas gripes, como a suína (H1N1) e a aviária. O porta-voz da OMS, Gregory Harti, alegou que a agência tinha provas suficientes para garantir o uso da droga contra tipos de "vírus influenza incomuns", como a gripe aviária.

"Temos evidências de que a droga pode interromper ou atrapalhar a progressão de doenças como a pneumonia", afirmou Harti.

Nos Estados Unidos, o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) recomenda o Tamiflu como um entre os dois medicamentos para o tratamento de gripes comuns. O outro é o Relenza, da empresa GlaxoSmithKline. O CDC alega que antivirais como estes podem diminuir a duração dos sintomas e reduzir o risco de complicações e internação.

Em 2009, o "BMJ" e pesquisadores do Nordic Cochrane Centre pediram à Roche que disponibilizasse todos os dados e informações do Tamiflu. Na época, cientistas do NCC foram encarregados pelo Reino Unido de avaliar drogas contra a gripe. Eles não encontraram provas de que o Tamiflu reduzisse o número de complicações em pessoas contaminadas com influenza.

"Apesar da promessa pública da liberação de relatórios internos da empresa para cada teste do Tamiflu, a Roche endureceu", escreveu Fiona Godlee, editora do "BMJ", em editorial no mês passado.

Em declaração, a Roche afirmou que cumpriu com todas as exigências legais na publicação dos dados, além de fornecer à Gotzche e seus colegas 3.200 páginas de informação sobre o Tamiflu para solucionar suas dúvidas.

"A Roche disponibilizou todos os estudos clínicos para as autoridades nacionais de saúde de acordo com seus inúmeros requerimentos, para que possam conduzir todas suas análises", afirmou a empresa.

A Roche alegou que normalmente não divulga informações de estudos em pacientes devido a restrições de confidencialidade. A empresa disse ainda que não atendeu o pedido de entrega dos dados para os cientistas, pois os mesmos se recusaram a assinar o acordo de confidencialidade.

A empresa também é investigada pela Agência Europeia de Medicamentos por não reportar devidamente os efeitos colaterais, incluindo possíveis mortes, para 19 drogas, entre elas o Tamiflu, que foi utilizado em 80 mil pacientes dos EUA.

FONTE – FOLHA DE SÃO PAULO

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1184515-revista-medica-ataca-empresa-por-nao-liberar-dados-sobre-tamiflu.shtml

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